CONTAS DE LUZ QUEIMADAS EM PRAÇAS PÚBLICAS? CONHEÇA OS IMPACTOS DA CRISE ENERGÉTICA NA EUROPA



Causada principalmente pelo corte no fornecimento de gás russo, e com a temporada de inverno chegando na Europa, a crise energética impacta cada vez mais as nações europeias.

"Estamos vivendo o fim da era de abundância", afirma Emmanuel Macron, presidente da nação francesa. 



Desde o final de 2021, a quantidade de hidrocarbonetos entre os países europeus já tinha sofrido uma redução, entretanto, com a aplicação de sanções internacionais, e após a invasão da Ucrânia no território russo, a entrega de energia reduziu de vez. Nord  Stream 1, o maior gasoduto russo, em agosto fornecia apenas 20% de sua capacidade, em Setembro o fornecimento foi interrompido totalmente. 

A crise chegou, e o inverno também 

E com a temporada de inverno no hemisfério norte, em algumas localidades europeias o aquecimento das residências  que é indispensável, está comprometido, resultando nas revoltas sociais. 

Muitos países europeus como Alemanha, Bulgária, Finlândia, Itália e entre outros, dependem praticamente 100% da energia fornecida pelos russos, ou seja,  se toda energia fornecida for interrompida, toda a Europa Continental ficará sem energia. 

Aumento exorbitante dos preços da energia e o racionamento 

A falta de energia teve como mais uma das consequências o alto aumento das contas de energia. Na Bolsa de Valores de Amsterdã (TTF), a cotação spot do gás que antes era de 20 euros por MegaWatt-hora, passou a chegar a 350 euros por MegaWatt-hora. 

Além de afetar diretamente a população, o aumento dos custos de energia fomentam o aumento da inflação, enfraquecimento do euro e prejuízo às fábricas europeias. 

E a reação das populações europeias diz muito como que esse aumento está impactando na vida dos cidadãos. Cidadãos italianos e ingleses, em forma de protesto, estão queimando suas contas de luz em praças públicas. Na França, por conta do medo de que os combustíveis acabem, já é possível ver a formação de  filas quilométricas de carros para o abastecimento. Em Praga, capital da República Tcheca, no dia 28 do mês passado, dezenas de milhares de pessoas foram às ruas exigindo que o país saia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). os manifestantes alegam que é necessário uma coordenação da crise energética por meio do Primeiro Ministro, e principalmente, que a nação reivindique a assinatura de acordos a de acordos de fornecimento de gás com a Rússia.

Mas como os países estão lidando com a crise? 

Um exemplo claro das consequências dos cortes de fornecimento energético por parte da Rússia está na França. O governo parisiense, desde de 23 de Setembro, está desligando a iluminação mais cedo da cidade, inclusive de um dos seus principais pontos turísticos, a torre Eiffel. A célebre Torre está sendo apagada 1h e 15 minutos mais cedo que o convencional. 

Para combater esse problema, o governo francês está com o objetivo de aderir a uma redução de 10% do consumo de energia no país. O objetivo do governo Francês é que até 2050, haja uma diminuição de 40% do consumo de energia no país. O governo alemão está com uma proposta parecida, com 2% até 2,5% de redução do consumo de gás. Países como Espanha, Itália e Grécia também estão utilizando de medidas para amenizar a crise. A Grécia, desde Setembro, já reduziu o consumo de energia em 40%.


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