Seca em Manaus afeta seriamente a população: mais de 500 mil pessoas serão afetadas até dezembro.

A crise no Amazonas não é novidade, mas o agravamento da crise climática na região chamou atenção de especialistas, a seca que vem ocorrendo no Amazonas é a maior de todos os tempos e já está afetando seriamente a população. 




Origem do problema 

Que a crise climática está muito presente no mundo todo, já sabemos, mas e no nosso país?

 A origem da crise no Amazonas se inicia com o desmatamento e as queimadas que o Estado enfrenta desde da década de 70 com a criação da rodovia transamazônica, esses fatores só intensificaram e intensificam mais a seca e outros problemas climáticos. Em outubro o rio negro chegou a marca de 13,59 metros em Manaus, o menor número atingido desde 1902, além disso, a combinação do fenômeno El Niño, mudanças climáticas e o desmatamento desenfreado contribuem cada vez mais para que a seca se prolongue e se agrave, o que não afeta só o bioma Amazônico mas também o Estado Amazonas, a população amazonense e principalmente os outros biomas, afinal, tudo que acontece no maior bioma do Brasil afeta diretamente os outros, especialistas em ecologia e hidrologia do Bioma Amazônico, têm como preocupação que a maior floresta tropical do mundo entre em um estado deplorável e irreversível, impossibilitando que os rios e florestas possam se regenerar. 


Mas no que isso afeta a população? 

Desde o final de setembro cerca de 15 cidades do AM sinalizaram estado de emergência devido a seca, a defesa civil estima que até dezembro cerca de 500 mil pessoas sejam atingidas no Estado por consequência da estiagem. Em decorrência da baixa navegabilidade dos rios amazonenses, mais de 17 mil trabalhadores irão tirar férias antecipadas a partir do dia 25 de outubro até o dia 4 de novembro, de acordo com o presidente do Sindicato dos metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, a seca impede que o transporte de navios cargueiros que trazem os contêineres da Ásia com partes e peças para o setor eletrônico para o Brasil, cheguem a região. 

Isso afeta diretamente a vida da população, não só dos trabalhadores industriais, mas principalmente dos pescadores, povos ribeirinhos, indígenas e outros grupos que dependem dos rios para sua renda econômica ou alimentícia  


Além de afetar diretamente o setor econômico, a seca e a poluição afetam diretamente na saúde das pessoas, alguns problemas que podem ser ocasionados por esta imensa crise são: infecções respiratórias, alergias, rinite, asma, crise de tosse e conjuntivite, além de diversos fatores que o clima quente causa, como desidratação e um pouco de hipertensão arterial. 

A fome também deve ser destacada em alerta já que haverá uma crescente na mortandade dos peixes e da fauna, afetando seriamente as pessoas que vivem da pesca, da fauna ou da alimentação dos peixes. 


E o que pode ser feito para acabar com a crise e tentar diminuir os impactos que serão causados?

 

Antes de pensar em resolver o problema climático, devemos pensar em resolver os problemas sociais que podem ser enfrentados pelo aumento da seca, para as populações mais vulneráveis é importante garantir água potável, saneamento básico, saúde e principalmente alimentação. 

O ministério da Saúde assinou uma portaria que libera cerca de R$225 milhões de reais para o estado, é importante investir no saneamento básico e na água potável para que a propagação de doenças infecciosas pela falta de cuidados com a água seja evitada, investir no alimento para que a fome não se agrave mais ainda no nosso País e investir na saúde para que não haja um grande número de mortes por doenças infecciosas e fome. 

 


As soluções a longo prazo no nosso país devem partir de começar a instituir a educação climática nos colégios, faculdades, para cidadãos comuns e principalmente para as empresas, endurecer as leis governamentais ambientais do Brasil seria uma ótima medida tomada contra a crise que viemos enfrentando, além de tentar fazer alguma ação preventiva para as regiões mais necessitadas, para que não passem por problemas, tendo em vista de que temos um sistema meteorológico que pode ajudar nessa prevenção. Preservar a floresta Amazônica também seria uma das principais medidas para amenizar a crise climática e minimizar o número de mortes por doenças respiratórias, além de preservar o habitat de diversos animais, ajudar as populações que residem na floresta essa iniciativa também faria com que o Brasil economizasse cerca de 2 bilhões de dólares por ano em saúde.  

Se isso será feito ou não, ainda não sabemos. O fato é que algumas dessas medidas seriam eficientes a longo prazo para sanar a crise climática e salvar vidas. 
Texto por: Ana Clara Montes

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